domingo, 29 de junho de 2008
surpresa.
Não devia ser assim. Não mesmo. Os meus traços no espelho, refletindo oque eu tento evitar, ali claramente visivel. O rosto cansado, cabelos bagunçados e a maquiagem desfeita, depois de longas lágrimas. O pensamento quase que fugindo da mente, querendo evitar a verdade. O desmazelo com minha própria aparencia que mais é um reflexo da minha alma que vem pouco a pouco se quebrando em mil pedaços. Dói, dói muito. Ali ou aqui, acabo mesmo de perceber, o quanto eu me deixei pra trás. Os sonhos que abandonei, por pura opressão, aquela garota viva, alegre. Se perdendo aos poucos. Páro um pouco. Me observando nesse espelho que é mais um tormento para mim, não conseguindo saber quem é essa garota que esta refletindo nele. E ali quase que invisivel uma lágrima, no canto do olho. Parada, secada, que custa a sair. Os labios vermelhos tão inchados e ardentes, me fazem lembrar dos beijos ardentes, daquelas tardes tão longe ou tão perto de mim, que eu costumava a ser eu mesma. Mas agora não era pelos beijos esse estado, era por lágrimas, lágrimas longas, que mesmo sem esforço continua caindo. Por fora e por dentro. Lágrimas essas que custam a secar, lágrimas que antigamente eram por felicidade, agora me contento a dizer que são por infelicidade. Como consegui transformar-me numa pessoa tão vazia, tão insensível e sem aquilo que as pessoas chamam de amor próprio. Porque é isso que esta doendo aqui dentro, eu observando minha chama interior ir esfriando, até o ponto que não possa reconhece-la. E para minha surpresa, depois de tantas lágrimas aquele ali no canto do olho, ainda esta presa, intacta, não querendo sair. Assim como o meu amor próprio.
sábado, 28 de junho de 2008
escape
Nunca fui do tipo de garota que se contenta com o pouco. O pouco pra mim não é suficiente, o suficiente pra mim é sempre querer mais. Uma pessoa que preza pela emoção. Oque tiver emoção, poderiamos escrever que eu já estaria lá, vida a dois, nunca foi meu forte.. como seria? ficar presa à alguém dificulta e muito a minha vida por essa poderia dizer, bandida.
Não sei como eu poderia começar a retratar o ano de 2007 pra mim, um ano de muitas surpresas e sentimentos aflorados! Depois de muitas insistidas finalmente tive um relacionamento que podemos dizer, foi sério. Que como sempre, com os meus instintos de querer mais, de achar que aquilo já estava na rotina, rotina é para fracos dizia-me. Terminei. Um ato que me acarretou grandes aprendizados no quesito relação a dois. Tal que o primeiro foi a não me relacionar, pra que desperdiçar meu tempo com uma pessoa que provavelmente no fim me aborreceria? Pois é, estranho para uma pessoa que gosta de emoçoes logo pensar no fim, mas em relacionamentos para mim, toda a prevenção é pouco e num dia, de primavera como todos os outros, no mesmo colégio que afinal era uma das minhas únicas rotinas, eu vi. O cara. Nossa como eu poderia dizer isso? Mas simplesmente aquele cara, me chamou atenção. Um sorriso tão perfeito que eu propriamente não teria como descrever oque eu senti, um olhar adocicado, mas meio revoltado.. e depois disso não demorou muito tempo para estarmos nos falando, e eu definitivamente gostei dele desde o ínicio. Então em outubro, acabamos ficando e ai surgiu uma séria de acontecimentos catastroficos para as minhas filosofias de vida. Um amor que eu mal podia imaginar que poderia sentir. E para a minha surpresa aconteceu com os dois. Oque todo mundo procurava, estava ali na minha frente, metaforicamente falando.. E oque já não era de se esperar.. Depois de estar totalmente apaixonada, me deu medo, medo do sentimento, medo do termino.. e resolvi (assim podemos dizer) antecipar esse sofrimento todo, por qual motivo? O medo. No final das contas, vim percebendo por mim.. que eu resolvo sair do jogo, antes de terminar. Porque assim, percebo que nao posso perder. Um equivoco que venho tentando pouco a pouco controlar, ou até mesmo tentando voltar a ser aquela mesma Pequena Garota de anos atrás que se perdeu por algum motivo, mas que esta comigo o tempo todo.. só precisando de um escape.
Não sei como eu poderia começar a retratar o ano de 2007 pra mim, um ano de muitas surpresas e sentimentos aflorados! Depois de muitas insistidas finalmente tive um relacionamento que podemos dizer, foi sério. Que como sempre, com os meus instintos de querer mais, de achar que aquilo já estava na rotina, rotina é para fracos dizia-me. Terminei. Um ato que me acarretou grandes aprendizados no quesito relação a dois. Tal que o primeiro foi a não me relacionar, pra que desperdiçar meu tempo com uma pessoa que provavelmente no fim me aborreceria? Pois é, estranho para uma pessoa que gosta de emoçoes logo pensar no fim, mas em relacionamentos para mim, toda a prevenção é pouco e num dia, de primavera como todos os outros, no mesmo colégio que afinal era uma das minhas únicas rotinas, eu vi. O cara. Nossa como eu poderia dizer isso? Mas simplesmente aquele cara, me chamou atenção. Um sorriso tão perfeito que eu propriamente não teria como descrever oque eu senti, um olhar adocicado, mas meio revoltado.. e depois disso não demorou muito tempo para estarmos nos falando, e eu definitivamente gostei dele desde o ínicio. Então em outubro, acabamos ficando e ai surgiu uma séria de acontecimentos catastroficos para as minhas filosofias de vida. Um amor que eu mal podia imaginar que poderia sentir. E para a minha surpresa aconteceu com os dois. Oque todo mundo procurava, estava ali na minha frente, metaforicamente falando.. E oque já não era de se esperar.. Depois de estar totalmente apaixonada, me deu medo, medo do sentimento, medo do termino.. e resolvi (assim podemos dizer) antecipar esse sofrimento todo, por qual motivo? O medo. No final das contas, vim percebendo por mim.. que eu resolvo sair do jogo, antes de terminar. Porque assim, percebo que nao posso perder. Um equivoco que venho tentando pouco a pouco controlar, ou até mesmo tentando voltar a ser aquela mesma Pequena Garota de anos atrás que se perdeu por algum motivo, mas que esta comigo o tempo todo.. só precisando de um escape.
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